quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Desculpe o transtorno, preciso falar sobre saúde mental







Estou escrevendo esse texto há bastante tempo.

Basicamente porque, primeiro, faltou coragem. Segundo, não fazia ideia de como começar e quais coisas deveria incluir e quais não seriam relevantes pra mais ninguém. Terceiro, tem o fato de que eu tenho a fama de ser muito extensa nos meus discursos.
Prometo, então, tentar ser o mais sucinta possível. Repito: Tentar.

Em 2016 eu fui diagnosticada como portadora do Transtorno de Ansiedade Generalizada. TAG, para os íntimos.

Não vou falar muito sobre o transtorno em si, primeiro porque a internet está aí pra isso, e segundo porque o transtorno se manifesta de maneira diferente pra cada um, apesar de ter alguns sintomas unânimes. Mas posso resumir dizendo que, pra mim, a preocupação com a coisa mais simplória me faz sofrer bastante e por um período de tempo considerado desnecessário para qualquer pessoa "normal". A ansiedade é constante, os medos são absurdos, a saúde é um fiasco em diversas áreas (gastrite, fibromialgia, entre outras coisas), e tudo isso é consequência desse distúrbio mental.

Agora, se você está se perguntando como eu descobri que isso existia ou como soube que eu tenho esse transtorno, é onde eu quero chegar.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Quando a vida dá o passo por você



Em primeiro lugar, feliz ano novo.
É, eu sei que o blog ficou um pouco (pouco, Paula?!) abandonado este ano.
Mas muita coisa tem acontecido desse lado de cá da tela. Não que eu não tenha tempo de escrever, mas, sabe aquela coisa chamada prioridade? Pois é, passei por um momento de redefinição das prioridades em minha vida, e acho que ainda estou tentando conciliá-las.



Enfim, vamos aos fatos.

Em fevereiro, fui demitida. Não foi bem uma surpresa, eu sabia que a crise estava nos rondando e que uma hora o meu emprego seria ameaçado. Não fiquei muito preocupada no momento, no fundo eu sabia que aquele "podemos conversar no final do dia?" já era um "estamos dispensando você".
Mas o interessante foi que, junto com a demissão, veio uma proposta: continuar sendo uma prestadora de serviços para a empresa.

E foi aí que a vida deu um passo por mim.

Eu não me sentia muito preparada para ser uma profissional autônoma.
Todo designer acaba sendo freelancer, em alguma época da vida, e eu já passei por isso. Mas não com aquela formalidade toda, de contratos, CNPJ e tudo o mais. Enfim, eu achava que ainda precisava ter um chefe, uma rotina diária definida, um horário de almoço curto para me desdobrar para resolver os assuntos pessoais, fins de semana intensos para poder compensar as 10h de trabalho por dia, etc. Aquela vida típica dos 20 e poucos anos.

Foi aí que eu pensei: "Ok, vamos fazer isso. Mas vou continuar enviando currículos".

Decidi voltar à minha rotina da caça aos empregos, algo que eu já fui uma expert. Atualizar currículo, portfólio, separar um momento do dia para enviar e-mails, cadastrar o perfil em sites de emprego, contactar pessoas que poderiam enviar uma recomendação, esse tipo de coisa.
Mas não obtive muita resposta. Fiz uma entrevista de emprego, e só.

O interessante desse processo todo ´é que os serviços começaram a aparecer.

Não as entrevistas. Os trabalhos, mesmo. Clientes novos, contratos novos e indicações.
Comecei a me sentir uma empreendedora de verdade.
Comecei a investir no meu material, criei tabelas de valores, planilhas de controle empresarial, relatórios de notas fiscais emitidas, enfim. Tudo o que um microempreendedor tem direito.

Descobri também que eu posso fazer outras coisas se tornarem uma fonte de renda.

Comecei a aproveitar o tempo livre - porque, afinal, quem trabalha em casa faz seu próprio horário - e coloquei minhas habilidades artesanais em ação. Comprei alguns metros de feltro e comecei a inventar almofadas e coisas do tipo.

Entendi que isso também é parte de ser uma "artista". Juntar as coisas que você sabe fazer como profissional com aquilo que você gosta e tem habilidade. E tem dado certo. Consegui até uma máquina de costura da minha mãe, pra poder inventar algumas coisinhas de vez em quando e vender para quem tiver interesse.


É, a vida deu esse passo por mim.
Nos últimos meses, tenho aprendido a dar mais alguns por conta própria.
E se você prefere usar aquela outra frase de incentivo, aqui vai meu conselho:

Se a vida te der limões, não faça apenas uma limonada. 
Faça um mousse, e uma torta, use também no tempero, coloque no refrigerante, sei lá. Mas não se contente com uma coisa simples apenas. Faça mais coisas acontecerem.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

15 coisas boas em 2015


Confesso que eu comecei a escrever esse post no final de Outubro, e estava me sentindo a pessoa mais genial do mundo por pensar em fazer uma lista assim (Buzzfeed, me contrata!). Foi quando em Novembro começaram a aparecer várias postagens desse tipo, e eu descobri que se tratava de uma tag.

Bom, desapontamentos à parte, quis deixar registrado no blog a minha Retrospectiva 2015, ano em que quase não postei no Leve O Que Não Pesa, justamente porque muita coisa aconteceu e, graças a Deus, muita coisa boa! Olhaí o que rolou:

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Playlists para dias tranquilos ♫


Faz um tempinho que eu não posto nada aqui, né?!
Pois é, a vida anda uma loucura! Muita coisa acontecendo - e coisa boa, por sinal, aos poucos eu tento contar por aqui - e eu gosto bastante dessa rotina agitada; me sinto muito mais viva sabendo que eu estou fazendo tudo o que eu posso, aproveitando meu tempo ao máximo, fazendo o que eu gosto e ficando com quem eu amo. Mas de vez em quando a gente precisa sossegar e focar, isso é fato.

Ultimamente, tenho trabalhado bastante, e quando se trabalha com criação (pra quem não sabe, trabalho como designer visual), você precisa de inspiração o tempo todo. Foi pensando nisso que eu criei essas playlists, que me ajudam a todo dia relaxar a mente, esvaziá-la de tudo o que não é útil no momento de trabalhar e desenvolver os projetos tranquilamente.

Músicas internacionais e nacionais pra você curtir na tranquilidade

Pra começar o dia
Pra ficar de boa depois do almoço
Pra curtir o final do dia
Bom, é isso! Espero que gostem e que aproveitem bastante essa tranquilidade. ;)
E se quiser me seguir no Spotify, pode ficar à vontade. :)

domingo, 5 de julho de 2015

Você NUNCA vai agradar todo mundo

 Não adianta contrariar. Porque você nunca vai agradar todo mundo. NUNCA.

Você pode cumprimentar o porteiro todo dia. Pode ajudar na faxina de casa. Você pode ser o funcionário mais legal da sua empresa, o mais prestativo, o mais atencioso e o mais de boa possível. Você pode até ser o politicamente correto. Pode jogar o lixo no cesto, não fumar próximo de ninguém ou então se oferecer para segurar a mochila daquele estudante cansado dentro do ônibus. Mesmo assim, você não vai agradar a todas essas pessoas.

Você pode organizar uma festa, e oferecer tudo do melhor. Pode até gastar mais com presentes para os outros do que com coisas pra sua casa. Pode pintar o cabelo com uma cor tendência, que quase todo mundo gosta. Pode usar a roupa que saiu na capa daquela revista famosa. Pode fazer o curso que todo mundo está fazendo. Você pode aprender a dirigir só pra dar carona pra aquela pessoa que você ama. Mesmo assim, não vai ser o suficiente.

Não adianta tentar sempre fazer de tudo para agradar a todos.
Um vai gostar de ser tratado com educação, enquanto o outro vai te achar exageradamente cortês, praticamente um falso. Um vai querer que você seja amigo de todas as horas, o outro vai querer sair com você só se aquela sua amiga tagarela não estiver junto. Um vai retribuir todos os favores que você fez, enquanto outro vai te procurar só quando precisar de dinheiro. Um vai ser aquele que te dá bronca quando você exagerou, enquanto o outro vai gargalhar dos palavrões que você falou bem pertinho daquela senhora tradicional na fila do caixa do supermercado. Um vai com você no estúdio de tatuagem te dar aquela força. E aí outro vai te julgar por estar "marcando o corpo".

A sua vida pode parecer perfeita.
Você pode fazer tudo pensando sempre no lado do outro.
Pode até deixar sua opinião guardada no bolso só pra manter a harmonia.
Mas isso não garante que você seja o agradável.

Alguém sempre vai ter achar o chato.
Alguém sempre vai sentir inveja.
Alguém sempre vai julgar suas escolhas.
Alguém sempre vai duvidar das suas boas intenções.
Alguém sempre vai querer provar que você não é tudo isso.

Alguém sempre vai fazer alguma coisa, pensar alguma coisa, ou falar alguma coisa.

Mas não se preocupe.
Quem tem medo de não ser bem aceito em todo lugar não sabe a paz que está perdendo.


A leveza da vida consiste em fazer tudo o que estiver a seu alcance para viver pacificamente, com alegria, com boas relações e sem peso na consciência, mas sempre com a certeza de que os seres humanos nunca serão suficientes uns para os outros.
Temos, então, o dever de ser suficientes para nós mesmos.


Paula Francis